ministro luiz fux

Ministro Luiz Fux vota para absolver Jair Bolsonaro no STF. Julgamento segue dividido e pode abrir caminho para recurso ao plenário da Corte.

Fux diverge de Moraes e defende Bolsonaro

O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (10) a favor da absolvição do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) de todas as acusações feitas pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O julgamento acontece na Primeira Turma do STF, formada por cinco ministros.

Ministro Luiz Fux
Ministro Luiz Fux

O voto de Fux foi contrário ao relator do processo, Ministro Alexandre de Moraes, que já havia se manifestado pela condenação do ex-presidente.

Ministro Luiz Fux
Ministro Alexandre de Moraes

As acusações contra Bolsonaro

Bolsonaro responde por cinco crimes:

  • Participação em organização criminosa
  • Tentativa de golpe de Estado
  • Ato contra o Estado Democrático de Direito
  • Dano ao patrimônio público
  • Incentivo aos ataques de 8 de janeiro de 2023

Essas acusações estão ligadas aos episódios em que apoiadores do ex-presidente depredaram o Congresso, o Palácio do Planalto e o próprio STF, em Brasília.

O que disse o Ministro Luiz Fux em seu voto?

Fux afirmou que não há provas suficientes para condenar Bolsonaro. Ele argumentou que:

  • O ex-presidente não pode ser responsabilizado por suposto uso irregular da Agência Brasileira de Inteligência (Abin).
  • Não há ligação direta entre Bolsonaro e as ações da Polícia Rodoviária Federal (PRF) nas eleições de 2022.
  • A chamada “minuta do golpe”, documento encontrado em investigações, nunca passou de uma ideia.
  • Sobre os atos de 8 de janeiro, Fux disse que não há evidências de que Bolsonaro tenha incentivado ou organizado os ataques.

Em suas palavras:

“Se é minuta, é mera cogitação, jamais poderia se afirmar que houve execução. Jair Bolsonaro jamais procedeu nesse sentido.”

Fux e os questionamentos sobre o processo

Além do mérito das acusações, o ministro também levantou críticas sobre o andamento do processo. Ele afirmou que o caso deveria ter sido analisado primeiro em instâncias inferiores, já que Bolsonaro não ocupa mais cargo público.

Outro ponto destacado foi a dificuldade da defesa para analisar as provas, que somam cerca de 70 terabytes de documentos. Segundo Fux, a quantidade de material e o acesso tardio prejudicaram o direito de defesa.

“Foi um verdadeiro tsunami de dados, impossível de analisar em tempo hábil”, disse.

Outros acusados e Mauro Cid

O julgamento também envolve ex-ministros e militares ligados ao governo Bolsonaro, como Anderson Torres, Paulo Sérgio Nogueira, Augusto Heleno e Walter Braga Netto.

Fux já havia votado pela condenação do ex-ajudante de ordens Mauro Cid por tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito, mas o absolveu de outras acusações, como golpe de Estado e organização criminosa.

Impacto político do seu voto

Apesar do voto de Fux, a tendência na Primeira Turma do STF é pela condenação de Bolsonaro, já que dois ministros indicados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ainda vão votar e podem seguir o relator Alexandre de Moraes.

A divergência, no entanto, abre espaço para que a defesa tente levar o processo ao plenário do STF, composto pelos 11 ministros da Corte.

Isso pode prolongar o julgamento e empurrar os desdobramentos para mais perto das eleições de 2026, nas quais Bolsonaro pretende ser candidato , embora esteja inelegível em outra ação do TSE.

Vídeos de todas as notícias em nosso Instagram: INSTAGRAM O PARNAIBANO

Proteja seu veículo com a Tatical Rastreio: Clique na imagem abaixo.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *